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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

PEQUENAS COISAS

Ontem abri a lanchonete um pouco atrasado. A meninada do colégio ao lado ia chegando e já se acomodava no muro do lugar e nos bancos da praça logo em frente. Meu primeiro cliente foi um menino do colégio, tendo seus onze ou doze anos. Como de costume, perguntei do jeito que faço com os outros alunos:
- Que que cê manda, Pequeno?
- Oi - ele respondeu, timidamente. - Eu vou querer um bombom.
Peguei o bombom. O menino remexeu num bolso da mochila, tirou umas moedinhas e as ajeitou e contou em cima do balcão.
- Ah. Vou levar mais um.
Entreguei para ele e perguntei, brincando:
- É pra namorada?
- Não, não - ele respondeu, sorrindo; satisfação na voz. - É pro meu irmão. Hoje é aniversário dele.
Fiquei sem ação. Só respondi um "Então tá bom", sorri para ele, agradeci e recolhi suas moedinhas. Não tinha mais o que dizer ou fazer.
Ali, como em muitas outras vezes nesses meus vinte e poucos anos de vida, eu vi o valor das pequenas coisas superando o das grandes. "Pequenas coisas", a que me refiro aqui, não são os bombons, o tamanho ou o preço deles.
"Pequenas coisas", a que me refiro aqui, são a representação dos bombons e a intenção do menino ao comprá-los como um presente.
"Pequenas coisas", a que me refiro aqui, são as coisas que o menino pode ter feito para conseguir aquelas moedinhas para comprar algo para si, mas sacrificou seu desejo e comprou para o irmão a fim de agradá-lo no dia de seu aniversário.
"Pequenas coisas", a que me refiro aqui, são capazes de superar o maior dos presentes no que diz respeito a tamanho ou preço.
"Pequenas coisas", a que me refiro aqui, são a representação do amor e do respeito.


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terça-feira, 4 de junho de 2013

LIDERANÇA

"Quando optamos por amar e doar-nos aos outros, estamos aceitando ser pacientes, bons, humildes, respeitosos, abnegados, generosos, honestos e comprometidos. Esses comportamentos exigirão que nos coloquemos a serviço dos outros e nos sacrifiquemos por eles. Talvez tenhamos que sacrificar nosso ego ou até nosso mau humor em determinados momentos. Talvez tenhamos que sacrificar nosso desejo de explodir com alguém em vez ser apenas firmes. Talvez tenhamos que nos sacrificar para amar e nos doar a pessoas que nem mesmo apreciamos."

Trecho extraído do livro "O monge e o executivo: Uma história sobre a essência da liderança", de James C. Hunter.
Recomendo a leitura do livro.